- Beto, dessa vez é sério. - Fui me afastando.
- O que é sério? - Perguntou, assustado.
- O fim, entende? - Esclareci.
- O fim? Fim do que? - Ele riu, fingindo aconchego.
- Da gente. Não nascemos um pro outro, infelizmente, e está na hora de encararmos com maturidade. Não dá pra brigar todo dia. Não dá pra ouvir suas reclamações toda hora. Eu não quero ser uma invenção da sua cabeça, algo que só para ti sou e para mais ninguém. Eu precisava te deixar em paz por um pouco, como você sempre pede.
- Eu não quero que me deixe em paz.
- Esse é o problema, está se auto-mutilando todo dia e não faz bem, apesar da sua falta de noção do que é bom ou ruim em relação a nós dois.
- Eu sei o que faço, sei sim o que é bom pra mim.
- Não sabe, só acha que sabe. - Suspirei - A partir do momento que existe a hipótese “deixar em paz” já não é mais agradável nem útil. - Sorri - Nós fomos bons Beto e, quem sabe, nos encontremos no futuro.
- Lorena, você não pode partir assim, pare de brincar comigo.
- Não estou brincando. É sério. - Lacrimejei.
- Então pare de falar sério. Não aja como uma covarde. - Puxou-me pelo braço e me soltei.
- Beto … - Beijei seu rosto. - Fomos bons. Mas eu não quero ser mais a chata que só te faz mal, que não te tira sorrisos mais, nem te engrandece com nada. Obrigada por tudo. - Dei de costas e andei mais um pouco.
- Lorena, eu não posso fazer força com você. - Ele sabia que não adiantava me segurar.
- E eu me aproveito dessa situação. - Eu realmente me aproveitaria. - Mal sabe você Beto, que essa é a atitude de maior coragem que vou tomar. - Sussurrei para que não ouvisse e continuei. - Não é por mim, é por você. Eu até aguentaria ouvir reclamações todos os dias. - Acenei. (Loren e Beto, Pseudobêbada (via se-re-ia)) Posted on Apr 14th (10:50am), 2 months ago
- O que é sério? - Perguntou, assustado.
- O fim, entende? - Esclareci.
- O fim? Fim do que? - Ele riu, fingindo aconchego.
- Da gente. Não nascemos um pro outro, infelizmente, e está na hora de encararmos com maturidade. Não dá pra brigar todo dia. Não dá pra ouvir suas reclamações toda hora. Eu não quero ser uma invenção da sua cabeça, algo que só para ti sou e para mais ninguém. Eu precisava te deixar em paz por um pouco, como você sempre pede.
- Eu não quero que me deixe em paz.
- Esse é o problema, está se auto-mutilando todo dia e não faz bem, apesar da sua falta de noção do que é bom ou ruim em relação a nós dois.
- Eu sei o que faço, sei sim o que é bom pra mim.
- Não sabe, só acha que sabe. - Suspirei - A partir do momento que existe a hipótese “deixar em paz” já não é mais agradável nem útil. - Sorri - Nós fomos bons Beto e, quem sabe, nos encontremos no futuro.
- Lorena, você não pode partir assim, pare de brincar comigo.
- Não estou brincando. É sério. - Lacrimejei.
- Então pare de falar sério. Não aja como uma covarde. - Puxou-me pelo braço e me soltei.
- Beto … - Beijei seu rosto. - Fomos bons. Mas eu não quero ser mais a chata que só te faz mal, que não te tira sorrisos mais, nem te engrandece com nada. Obrigada por tudo. - Dei de costas e andei mais um pouco.
- Lorena, eu não posso fazer força com você. - Ele sabia que não adiantava me segurar.
- E eu me aproveito dessa situação. - Eu realmente me aproveitaria. - Mal sabe você Beto, que essa é a atitude de maior coragem que vou tomar. - Sussurrei para que não ouvisse e continuei. - Não é por mim, é por você. Eu até aguentaria ouvir reclamações todos os dias. - Acenei. (Loren e Beto, Pseudobêbada (via se-re-ia)) Posted on Apr 14th (10:50am), 2 months ago